segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Agradecimento

Agradeço-te Senhor, pela alegria de viver,  pela honra de amar!
Obrigada Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás e me darás! 
Obrigada pelo pão, pelo trabalho, pela paz,
Obrigada por minha família e pelo aconchego do lar!
 

Obrigada Senhor, pelos meus olhos que vêem, a terra e o mar.
Olhos que me fazem admirar,
E eu posso a linda natureza contemplar!
 

Diante da minha visão, pelos cegos, faço uma oração.
Eu sei que após esta vida, eles também enxergarão...
Obrigada Senhor, pela minha preciosa visão.


Obrigada por minha audição

Por meu ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telhado,
E a melodia do cantar dos pássaros no ramos do salgueiro,
Por minhas lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro.


Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir;
Eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles também ouvirão.
Muito obrigada Senhor por minha voz... que canta, que ensina, que educa.
Que canta uma canção em teu louvor, com muita adoração!
 

Quero orar pelos que sofrem calados
Por terem emudecido...Eu sei que após esta vida, no teu reino de amor, 
eles irão cantar louvores ao Senhor.
 

Muito obrigada Senhor pelas minhas mãos!
Pelas minhas mãos que trabalham, quando tantas por aí, mendigam...

E por tantas mãos que oram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de amor, mãos de caridade e solidariedade.
 

Mãos que apertam as mãos de amigos, de famílias,
Mãos que escrevem, que realizam, outras que fazem cirurgia, 
Mãos de sintonia, de psicografias.
Mãos que acolhem ao seio do corpo, um filho alheio, sem receio.
 

Me calo diante de outras pessoas, quando vejo pés amputados, paralisados.
Eu sei que após essa vida,
no teu reino de amor, elas irão caminhar

Obrigada pelos meus pés saudáveis, que caminham sem reclamar.
E assim, posso andar e dançar pra te adorar!
 

Obrigada Senhor, por eu ter um lar para voltar,
enquanto muitos não têm um teto para morar.
a não ser debaixo de pontes, viadutos e calçadas,
expostos à solidão, ao frio, ao calor e por ruas alagadas.
 

Não importa se meu lar é uma mansão, um bangalô, seja lá o que for!
O mais importante é que dentro dele exista amor.
O amor de pai, de mãe, de filho, de irmão.
De alguém que lhe estenda a mão, pois é muito triste viver na solidão!
 

Mas se eu não tivesse ninguém para amar, nenhum  teto para me acolher,
mesmo assim não reclamaria, eu simplesmente diria:
Obrigada Senhor, porque eu nasci e por ter renascido após um grave acidente!
Obrigada Senhor,  pelo teu amor, obrigada Senhor, pela VIDA...  por TUDO!
 

autoria:  Valéria Carballo

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